domingo, 22 de março de 2009

No escurinho do cinema... chupando drops de anis... (Augustu’s Botequim)


Nesta semana fui surpreendida pelo Augustu’s Botequim. Localizado no Centro de Vitória, se não tomar cuidado, você passa desapercebido. Isso porque é apenas uma pequena porta na Rua Gama Rosa.

Lá dentro, se nota que era parte de uma pequena casa que foi reformada para montar o “Botequim”. Cheia de detalhes, com certeza mantém seus olhos ocupados, encontrando um Dom Quixote em metal, miniaturas dos Beatles e da dupla Gordo e Magro, um chapéu mexicano...

No cardápio, a especialidade é petisco de boteco. Recomendo um prato de iscas de carne acebolada. E para os cervejeiros de plantão, uma boa notícia: existe uma variedade considerável de cervejas para se degustar.

O atendimento é muito bom e rápido. Entre o pedido e a chegada do prato, foram menos de 10 minutos. Fora isso, as atendentes sempre estão de olho nas mesas, garantindo que não estão faltando guardanapos, palitos de dente e/ou sal dispostos nas mesas.

De sexta-feira, os pratos são regados à um grupo de MPB que entretêm o público local. Inevitavelmente o faz rememorar as cenas com Tom Jobim e Vinícius de Moraes (a foto do Tom Jobim numa das paredes também ajuda).

Neste dia em específico, houve uma prova de fogo para a casa. Devido à chuva intensa que caía em Vitória, houve uma queda de energia bem na região. Foi aí que a criatividade dos responsáveis aflorou. No meio da escuridão completa, o público não desanimou, pois os músicos improvisaram com algumas músicas que foi acompanhada por vários. E dentro de alguns minutos, aparece um dos funcionários com várias velas decorativas para iluminar as mesas.

Para quem pensa que tivemos problemas com o caixa por falta de energia, se engana. Apesar das dificuldades, como as comandas ficam nas mesas, a conta saiu muito rápida.

Infelizmente tivemos que sair mais cedo de lá, pois as bebidas começariam a ficar quentes e os pratos deixariam de sair. Mas ficou aquele gostinho de quero mais.

Boa pedida!!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Deixa a vida me levar... vida leva eu... (Piu Especiarias)

Tem certos momentos que você recebe a visita inesperada de um parente ou um amigo te liga dizendo que está na cidade. O que fazer nessas horas? A maioria ou olha desesperadamente para a geladeira para ver o que dá para fazer com aquele resto de arroz e feijão do almoço ou o telefone o chama dizendo “Peça uma pizza!!!”.

As duas opções são boas, mas quando a criatividade some e você não está a fim de comer aquela pizza novamente, a opção que sobra é juntar a cambada e procurar um “buteco”.

Foi assim que conheci o Piu Especiarias. Localizado dentro do Shopping Day by Day (R. Elesbão Linhares) na Praia do Canto, ele começou com a venda apenas de produtos específicos (vinhos, especiarias, frutas secas, queijos e cachaças). Mas com o tempo, de tanto os freqüentadores solicitarem mesas para degustar o que ele tinha, ele acabou cedendo.

Nessas, a pequena venda deixou de existir, mas apareceu um aconchegante restaurante com dois ambientes: no corredor do Shopping e dentro da loja com ar condicionado.

Comparado com outros restaurantes, os pratos são bem baratos. Para se ter uma idéia, um prato de macarrão chega a ser mais barato que uma franquia conhecida de massas. A diferença é que todos os pratos são feitos na própria casa. Inclusive as massas, molhos e alguns aperitivos. A massa inclusive é muito leve. Simplesmente não pesa no estômago, mesmo comendo toda a porção que é muito bem servida.



Na parte de petiscos, recomendo uma berinjela defumada. Muuuuuito boa! Nem parece que é berinjela (eu pelo menos antes de comer, não tinha descoberto até o momento que me falaram).

Nesse dia, a geladeira de cervejas estava lotada de garrafas “naquele ponto”. Isso porque o foco dos que vão lá é degustar os vinhos vendidos. Para quem os aprecia, uma observação de meu diguiníssimo: prestar atenção no tipo do vinho em relação ao seu ano de engarrafamento. Existem vinhos onde o seu pico foi no ano passado. Não possuem o mesmo sabor do que o seu máximo, mas ainda podem ser tomados este ano.

Em resumo: é um lugar muito adequado para sentar com amigos, comer, petiscar e jogar conversa fora com os amigos.

Bom apetite!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Como uma onda no mar... (Tsunami)


Localizado na Praia do Canto (R. João da Cruz), na região do famoso Triângulo das Bermudas, em frente ao Wall Street, com uma entrada discreta. encontramos o Tsunami.

A tradução de Tsunami é “onda gigante” e como o próprio nome incentiva, ele veio para remexer o mercado de restaurantes japoneses. Considerada como cozinha contemporânea, a casa tem como especialidade uns sushis/ sashimis bem diferentes.

Já pensou em comer um sashimi de atum com molho de gengibre e laranja e pedaços de caramelo? Pois é... esse foi um dos pratos que experimentei e gostei. Sei que boa parte dos meus antepassados vão puxar o meu pé. Mas é muito bom comer algo tradicional, sendo feito de uma forma mais criativa de vez em quando.

Quem gosta de arriscar um pouco mais, existe uma opção no cardápio onde o sushiman escolhe o que você vai comer. E é aí que a criatividade dele vai longe. Mas espere o preço um pouco mais salgado por causa dessa aventura.

Para quem gosta do tradicional, os pratos de sushi e sashimis também são muito bons. Para quem não gosta de peixe cru, não recomendo comer o yakisoba de lá. Neste caso, ainda prefiro o macarrão tradicional para yakisoba, que ao contrário que muita gente pensa, não é feito com miojo (eca!). E por isso, o tempero acaba sendo bem diferente do verdadeiro. Ainda não encontrei, mas espero algum dia postar algum lugar que tenha um bom yakisoba.

O ambiente é muito agradável, meia luz, lounge music, decoração meio chinesa com alguns dragões, meio africana com algumas máscaras nas paredes e meio japonesa com figuras coladas no estilo mangá (afinal, o restaurante é contemporâneo!).

Mas uma das coisas que chama a atenção na casa é uma tela de TV. Mas não pense em trocar de canal, pois a atração principal é o sushiman montando os pratos. Para quem gosta, é uma diversão ficar acompanhando.

Recentemente o Tsunami abriu um espaço externo somente para Temakis. Uma febre que tomou conta de Vitória. Eu particularmente não fui, porque acho muito complicado comer Temaki sem fazer sujeira. Mas é uma boa pedida para que quiser fazer uma boquinha antes da balada (ou seria do rock?).

Inté,

domingo, 15 de março de 2009

Comer, comeeer... (Rock Burger)


Seguindo na linha dos lanches, vou falar sobre o Rock Burger. Localizado na Praia do Canto, a uma quadra do Salsa Pizza, o Rock Burger é uma das mais novas hamburguerias da região.

O Rock Burger não ganha no conceito originalidade, pois sua decoração é muito parecida com o Saideira, o “falecido” Official Prime Burger e o Pin UP. Todos também localizados na Praia do Canto. O conteúdo de seu cardápio, também lembra o Prime Burger. Mas o sabor e a apresentação é que é diferenciada.

Ao provar o hambúrguer (carro chefe da casa), nota-se que todos os componentes (hambúrguer e molhos) são feitos na própria casa. O que o deixa com aquele sabor de hambúrguer caseiro.

Fora isso, também há no cardápio beirutes, milk shakes, smoothies e onion rings. Para quem é coca-cólatra, há também a opção de pedir Coca-Cola em refil. Você recebe um copo personalizado da Coca-Cola de 500ml e pode beber o quanto quiser.

O atendimento é muito bom e foi muito rápido. A única coisa que alteraria seria a apresentação do cardápio e dos pratos. O cardápio é um monte de pratos listados, numa folha de papel impressa, plastificada e encadernada com espiral, o que simplesmente não combina com a decoração do ambiente. E com relação aos pratos, quando não acompanhados de batatas ou onion rings, vem somente o sanduíche solitário no prato. Não que isso altere o sabor do lanche, mas o ser humano é muito visual. Diz-se que normalmente ele come primeiro com o olfato, depois com a visão e por último com o paladar. Assim, qualquer raminho de salsinha acho que daria um toque a mais.

Recomendado para quem quer sair do trivial e busca por um lanche com gostinho de feito em casa.

Inté,

quarta-feira, 11 de março de 2009

Fast food (Mr Dog)


Vamos para o nosso primeiro lanche: cachorro-quente. Alguém Sabe a origem dele?

Pois é... eu também não sabia e fui ao grande oráculo (Google) para saber. E dentre todas elas, a que achei mais interessante foi a seguinte história.

O cachorro-quente era originalmente chamado de "frankfurter" devido ao seu lugar de origem; a cidade de Frankfurt, Alemanha. Mas desde o começo as pessoas o chamavam de "daschund sausage" (salsicha daschund), porque ele se parecia com o cachorro daschund, comprido e magro.O termo "hot-dog" foi inventado num dia frio de abril, por Harry Stevens, responsável pelos alimentos vendidos em um estádio que estava tendo prejuízo com as vendas de sorvete e refrigerantes gelados. Ele teve a idéia de mandar seu empregado comprar todas as salsichas que encontrasse, e o mesmo número de pães. Em menos de uma hora seus vendedores estavam nas ruas com um carrinho com compartimento para água quente e com a inscrição "Get your dachshund sausages while they´re red hot!" ("Compre suas salsichas dachshund enquanto elas estão quentes e vermelhas!").O desenho impresso no carrinho, feito pelo cartunista Tad Dorgan, era um simpático dachshund latindo no meio de um pão. Como o desenhista não sabia como se escrevia aquele complicado nome de cachorro, simplesmente deixou "hot dog". O desenho foi uma sensação, e assim nascia a expressão cachorro-quente.

E embalada por essa história vou falar sobre o Mr Dog. Localizado em Jardim da Penha (Rua Maria Heleonora Pereira), o Mr Dog oferece além do tradicional cachorro-quente (que por sinal, seu tamanho equivale a dois), a opção com calabresa ou frango desfiado.

Ao estilo self-service, apresenta um balcão com várias opções de complementos que vai desde o tradicional molho de tomate, até banana frita, queijo ralado e uva passa. Onde você passa recheando o seu lanche e depois vai direto para uma das mesas localizadas na calçada coberta.

Não espere muita atenção dos atendentes. Você vai ter que chacoalhar pelo menos um do braços (o outro você provavelmente vai estar ocupado com o lanche um pouco, antes de conseguir pedir alguma bebida.

Isso porque o foco da casa realmente é ser um local de baixo custo, focado nos estudantes que rondam a região. Mas independentemente disso, o lanche é muito bom para aqueles dias que você não está com vontade nem de cozinhar, nem de comer algum prato.

Bom apetite!!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Comida, sombra e água fresca!!! (Ninho da Roxinha)


Localizado em Nova Almeida (próximo à Igreja Três Magos), o Ninho da Roxinha possui além do cardápio farto, a paisagem da baía de Nova Almeida e Praia Grande, um grande horizonte para se inspirar, atendimento como se você fosse da casa e bangalôs para hospedagem.

Inicialmente construído para ser uma casa de praia, depois de um tempo os donos resolveram abrir suas portas e mostrar ao mundo os dotes culinários de Dona Sueli. Cozinheira de mão cheia, ela é de deixar qualquer um com vontade de voltar para experimentar outro prato.

A especialidade da casa são as carnes exóticas, como jacaré, avestruz e javali. Mas o leitão à pururuca, bacalhau e costela no bafo são os pratos que têm mais saída. Este é o típico restaurante que você entra e simplesmente não tem vontade de sair. Principalmente depois de comer que dá aquele soninho gostoso...

Os pratos para duas pessoas são muito bem servidos. Se forem em três pessoas, a dica é pedir algum aperitivo e mais um prato pra duas pessoas. Todos vão sair satisfeitos.

Se você pretende ir com um grupo de até 12 pessoas, outra dica é encomendar um leitão à pururuca. O leitão vem inteiro na mesa.

A casa possui estilo rústico, desde sua construção até sua decoração e a única coisa que peca é na ventilação nas mesas que ficam do lado de dentro do restaurante, pois não possui ventilador ou ar condicionado. Assim, sugiro sentar do lado de fora que é mais fácil encontrar um vento soprando.

Também há um espaço para as crianças se distraírem com gira-gira, balanços, escorregador ou com a criação de avestruz que tem logo na entrada.

Recomendo à todos irem. Acessem o site www.ninhodaroxinha.com.br Com certeza não vão se arrepender.

Inté!

sábado, 7 de março de 2009

De leste a oeste... de norte a sul... a onda é a dança da galinha azul... (Galeto Dourado – ES/ O Brazeiro - SP)

Não fiquem preocupados. Não vou apresentar nenhum restaurante que faz qualquer tipo de prato exótico. Muito pelo contrário. Hoje vai ser uma dupla de restaurantes simples, mas muuuuuuuuuito bons!

Almoço de domingo... parentada em casa. De repente a “mamma” chega com aquela panela enorme de uma bela macarronada com molho e frango assado. Sim! Aquele frango de padaria que todo mundo se lambuza pra comer. Molhadinho, com tempero suave... Gostinho de infância!




Em Vitória, especificamente em Jardim Camburi, na mesma rua do Hamburguesia (Ranulpho Barbosa dos Santos), fica o Galeto Dourado. Como o próprio nome diz, a especialidade deles é frango. Frango com aquele sabor de infância. Fora o frango, também há alguns pratos nordestinos motivados pelos donos que vieram de lá em 1999.

Para quem tiver curiosidade, eles também recebem o pedido pelo site (http://loja.tray.com.br/loja/loja.php?loja=138714). Mas antes de pedir, confirme a área em que eles fazem entrega.



Indo para São Paulo que também é conhecida pela sua gastronomia diversificada, encontramos O Brazeiro. Localizado na Rua Luis Góis, 843 – V. Mariana, Zona Sul de São Paulo, faz sucesso desde 1970 com esse nome. Porém, seu galeto faz sucesso a muito mais tempo. Pois lembro que quando era pequena, meus avós me diziam que sempre compraram galeto de lá, desde que minha mãe tinha a minha idade. Então, acredito que eles começaram nesse ramo por volta de 1960.

Fora o frango, eles também tem outras opções, como o espeto misto, lingüiça, carnes, etc. Todos os pratos muito disputados, o que justifica a casa sempre cheia. Principalmente aos domingos. Para quem não quer esperar, também pode pedir para levar pra casa que não vai se arrepender.

Não espere lugares amplos, sofisticados, com decorações exóticas. O propósito de ambos é ser lugares familiares onde o atrativo principal é o sabor.



Inté